quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Capítulo 63 - Relembrando o passado

Valquíria percebeu que Jorge não parava de te olhar e começou a provocar ele.
- Pelo jeito você estava com saudade de me ver assim. Se quiser a gente pode se divertir um pouco.
- Eu estou namorando com a Patrícia e estamos muito felizes. Ela é um pouco ciumenta mas a gente se dá bem.
- Se você estivesse tão bem com ela, não estaria me olhando desse jeito.
- Você é uma mulher muito bonita Valquíria, qualquer homem iria te olhar desse jeito. Mas eu cansei de ser um fantoche, que você só usa quando está carente.
- Agora vai despejar toda a sua raiva em cima de mim. Mas bem que você gosta de ser esse fantoche, vamos curtir o momento sem pensar em mais nada. - disse ela sentando no colo dele.
- Para Valquíria! Vamos descansar um pouco, porque a noite temos que ir no evento. - disse ele afastando ela.
- Vou dormir então, pelo jeito você quer me deixar na vontade hoje. - disse ela se deitando.
Os dois descansaram um pouco e depois se arrumaram para o evento. Jorge foi de terno e Valquíria com um vestido preto um pouco justo no corpo, ressaltando as suas belas curvas. Ele ficou admirado com a beleza dela mais uma vez.
Eles chegaram no evento e conseguiram absorver várias informações. Valquíria fez alguns contatos e Jorge anotou tudo que precisava para informar para o chefe. Depois do evento eles resolveram sair pra dançar, estava uma noite muito bonita.
Quando chegaram na casa de show estava tocando um sertanejo universitário, que Valquíria adorava. Ela começou a dançar sozinha e Jorge chamou ela para dançar com ele. Os dançaram coladinhos e depois tomaram algumas bebidas. O show estava bem animado e eles não conseguiam parar de dançar, ele levou ela para um local mais reservado para conversarem.
- Já cansou de dançar. - disse ela já bem animada por causa da bebida.
- Claro que não! Com você eu dançaria a noite inteira. - disse ele no ouvido dela.
- Se a Patrícia visse isso, ela ia brigar com você.
- Esquece ela agora, vamos curtir essa viagem. Estou louco pra te dar um beijo.
- Quem diria que eu ia ser sua amante. - disse ela rindo e abraçando ele.
Jorge puxou ela para mais perto e lhe deu um beijo intenso, ela puxou os cabelos dele e ele colocou ela na parede. O beijo foi ficando mais intenso e ele começou a beijar o pescoço dela e ela se encostar mais nele. Os dois resolveram ir embora porque não estavam mas conseguindo controlar seus corpos. No elevador mesmo Jorge ficou agarrando ela, até eles chegarem no quarto.
Eles entraram no quarto e ele já desceu o zíper do vestido dela e ela tirou o terno e a camisa dele. Os dois se deitaram na cama e começaram a se beijar intensamente, ele mordeu o pescoço dela e foi descendo devagar, fazendo ela gemer. O clima estava pegando fogo e Jorge decidiu encerrar aquilo.
- Me desculpa Valquíria!  Não é certo o que a gente está fazendo. Eu tenho namorada e você ainda ama o Felipe.
- Você vai me deixar assim, com essa vontade toda. Vamos pensar só no nosso desejo agora.
- Eu acho melhor a gente dormir. Vou ir para a minha cama.
- Eu não quero mas que você encoste em mim. Você não podia ter me rejeitado desse jeito. - disse Valquíria colocando a camisola e deitando na cama.
- Eu não quis te magoar Valquíria! Só não acho certo fazer isso com a Patrícia. Você só quer me ter por um momento, eu quero alguém pra ficar junto comigo pra sempre.
- Eu não quero mais conversa Jorge. Vamos só falar o necessário mesmo.
Os dois dormiram cada um em sua cama.
No dia seguinte Valquíria levantou cedo e foi tomar café. Jorge levantou e estranhou não ver ela no quarto. Se arrumou e desceu para o restaurante do hotel.
- Bom dia, Valquíria! Vai ficar com essa birra comigo até quando? - disse ele encarando ela.
- Bom dia, chefe! Não estou com birra nenhuma. Somos só chefe e funcionária.
- Posso sentar aqui com você? - disse ele olhando ela fixamente.
- Claro que pode chefe. Precisamos organizar o relatório de ontem, hoje vai ser um novo relatório.
- Vamos tomar café e subimos para organizar esse relatório.
Eles tomaram o café tranquilamente e subiram para o quarto.
Jorge estava tentando se segurar, mas estava com vontade de agarrar Valquíria. Ele sabia que depois da viagem a vida deles voltaria ao normal e não iam mais ficar juntos. Ele aproveitou que Valquíria estava de costas e a agarrou por trás.
- Você está me deixando louco, quero arrancar esse seu shortinho agora.
- Vai ficar querendo! Eu não quero mais ter esse tipo de contato com você. Depois de ter sido rejeitada ontem. - disse ela se esquivando dele.
- Eu sei que você quer! Vou fazer do jeito que você gosta. - disse ele abraçando ela.
Ele deitou ela na cama e começou beijando a barriga dela e abrindo o zíper do seu short. Ela recuou e levantou bruscamente.
- Eu quero um beijo seu pelo menos. - disse ele abraçando ela.
- Só um beijinho então. - disse ela com o braço em volta do pescoço dele.
Jorge começou com um beijo suave, que ficou muito intenso. Fazendo ele tirar a roupa dela e colocar ela em seu colo.
- Você está muito safado! Se contente com esse beijo. - disse ela se levantando.
- Não me deixa aqui desse jeito! Estou louco pra te ter nos meus braços de novo.
- Isso é pra você aprender a não fazer isso com os outros. Vou dar um passeio na cidade e não venha atrás de mim. - disse ela se vestindo.
- Precisamos terminar o relatório. Depois a gente faz um passeio na cidade, prometo que não vou mais tentar te beijar.
Os dois conversaram sobre o evento e conseguiram fazer um bom relatório rápido. Eles foram juntos pra conhecer a cidade. Quando chegaram no restaurante, uma mulher não tirava o olho de Jorge.
- Você está derretendo corações hein Jorge. - disse Valquíria rindo.
- Eu não Valquíria! Você que deixa os homens loucos. - disse ele malicioso.
- Olha aquela mulher ali naquela mesa te olhando.
- Ela não faz o meu tipo. Gosto de mulheres como você e a Patrícia. - disse ele encarando ela com desejo.
Valquíria fingiu que não ouviu nada e continuou almoçando.
Verônica e Jonas estavam curtindo cada vez mais o romance. Estavam ansiosos para o nascimento do bebê.
- Você está cada dia mais linda, meu amor. - disse Jonas todo bobo.
- A cada dia eu te amo mais, Jonas Marra! Você vai me dar o maior presente que eu poderia ganhar. - disse ela tocando a sua barriga.
- Eu estava relembrando quando te vi pela primeira vez. De uma certa forma você me conquistou.
- Você achava que eu não era competente, por ser mulher e negra imagino.
- Eu não convivo com muitos negros no meu ambiente profissional. E também não conheço mulheres tão lindas e inteligentes como você. Confesso que fui um pouco preconceituoso no início, mas depois que fui te conhecendo melhor tudo mudou.
- Eu te via como aquele chefe autoritário. Que se achava melhor que os outros, que achava os brancos superiores aos negros. Mas depois vi o homem maravilhoso que você é.
- Agora a gente vai ter a vida toda pela frente, pra ficar junto e se amar. - disse ele tocando o rosto dela.
- Com certeza, meu amor! Só queria que a sua mãe aceitasse nosso casamento.
- Com o tempo ela vai aceitar. Ela já está emocionada com a chegada do nosso bebê, fica olhando minhas fotos quando era criança e meu pai disse que ela comprou umas roupinhas de bebê.
- Espero que ela aceite mesmo. Acho que o neto ela vai aceitar, acredito que o amor de avó vai falar mais alto.
Os dois namoraram um pouco e depois tiraram um cochilo.
Valquíria e Jorge foram no evento e conseguiram várias informações para passar para o chefe. Eles ficaram bastante tempo e depois foram direto para o hotel. Os dois teriam que ir viajar no outro dia bem cedo.
No dia seguinte Verônica foi trabalhar, já estava sentindo falta da irmã. Ela entrou em sua sala e já começou analisar os casos. O telefone da sua sala tocou e ela imediatamente atendeu.
- Oi Flávia! - disse Verônica.
- Oi Verônica! Tem uma senhora aqui que quer falar com você.
- Falar comigo a essa hora? Qual o nome dela?
- É Perpétua Marra.
- É a minha sogra, pode deixar ela entrar.
- Vou informar que ela pode entrar.
- Obrigada Flávia. - disse Verônica apreensiva.
Verônica desligou o telefone e ficou imaginando o que a sogra queria tanto falar com ela. Ela estava tentando se acalmar, quando bateram na porta.
- Pode entrar. - disse Verônica firme.
Perpétua entrou e ficou olhando fixamente para a nora.
O que será que Perpétua vai dizer para Verônica?

Continua...

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